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Como achar o SQL de um imóvel em São Paulo (setor, quadra e lote)

Quase toda consulta pública sobre um terreno em São Paulo começa pelo SQL. Aqui está como achá-lo pelo endereço, o que cada bloco de dígitos significa, e as três armadilhas de quem trabalha com ele todo dia.

Escrito pela equipe da Viabili · Publicado em

app.viabili.com.br
O mapa de lotes de São Paulo na Viabili, com as camadas de restrição sobre o terreno selecionado
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A resposta curta

SQL quer dizer Setor, Quadra e Lote. É como o município de São Paulo identifica cada imóvel no cadastro imobiliário — e é o mesmo número que aparece no IPTU como número de contribuinte.

São 11 dígitos:

123.456.7890-1
 │   │    │   └─ dígito verificador
 │   │    └───── lote (4)
 │   └────────── quadra (3)
 └────────────── setor (3)

Três formas de achar pelo endereço:

  1. GeoSampa — buscar o endereço no mapa da Prefeitura e clicar no lote. É a via gratuita mais direta, e funciona sem ter documento nenhum
  2. Carnê ou notificação do IPTU — está impresso ali, como número de contribuinte
  3. Certidão de uso do solo — traz o SQL, e é o documento que vale para protocolo

O que o SQL destrava

Ele é a chave, e é por isso que vale aprender a achá-lo rápido. Praticamente toda consulta oficial sobre um imóvel parte dele:

Consulta Onde
Zoneamento e parâmetros construtivos GeoSampa / certidão de uso do solo
Restrições — tombamento, envoltória, contaminação Camadas do GeoSampa e órgãos de cada esfera
Débitos de IPTU e taxas Portal da Prefeitura
Histórico de transações (ITBI) Base de ITBI do município
Alvarás de aprovação e execução Processos da Prefeitura
Cartório de registro competente Circunscrição imobiliária

Sem o SQL, nenhuma delas começa. Com ele, todas.

Três armadilhas que pegam quem usa isso todo dia

1. O formato varia de portal para portal. Alguns pedem com pontos e traço, outros só os 11 dígitos, e alguns aceitam setor, quadra e lote em campos separados. O número é o mesmo — o que muda é o que a caixa de texto aceita. Se a consulta não achar, tente sem pontuação antes de concluir que o número está errado.

2. Um endereço pode ter vários SQLs. Em prédio de apartamentos, cada unidade tem o seu, e o terreno tem outro. Buscando pelo endereço da rua, você pode receber dezenas de resultados — e o que interessa a um estudo de viabilidade é o do terreno, não o das unidades.

O inverso também acontece: um terreno grande pode ter frente para duas ruas e ser encontrado por dois endereços diferentes, sendo um só lote.

3. Desdobro e unificação criam números novos. Quando um lote é dividido ou dois são somados, o cadastro emite SQL novo. Um número tirado de documento antigo pode simplesmente não existir mais. É a primeira hipótese quando uma consulta de SQL válido volta vazia.

Por que isso é chato de fazer à mão

Não é a busca do SQL que dá trabalho — é o que vem depois. Achar o número leva um minuto no GeoSampa. Mas para saber o que pesa naquele lote é preciso ligar uma camada por vez no mesmo mapa, e depois abrir os portais da SVMA, do CONPRESP, do CONDEPHAAT e do IPHAN, cada um com a sua consulta.

E quando se está comparando cinco terrenos, esse caminho é feito cinco vezes.

É exatamente aí que um sistema de análise poupa tempo: não por achar o SQL mais rápido, mas por já ter cruzado tudo o que se consulta a partir dele.

Onde consultar na fonte oficial

O SQL é dado cadastral público. Ele identifica um imóvel, não uma pessoa. O que tem restrição de acesso é a situação fiscal daquele contribuinte e os dados pessoais do proprietário — consultas diferentes, cada uma com a sua regra.

Do endereço ao SQL, e do SQL a tudo o mais

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